Procura interna impulsiona crescimento

O crescimento foi sustentado sobretudo pela procura interna, com destaque para a aceleração do consumo privado e do investimento. Apesar disso, a formação bruta de capital fixo registou uma desaceleração, limitando o impulso total da economia.

No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% em termos homólogos e 0,8% em cadeia, refletindo um equilíbrio complexo entre procura interna e externa.


Procura externa líquida continua a ser um desafio

Segundo o INE, o contributo da procura externa líquida foi negativo em 2025, já que as exportações de bens e serviços desaceleraram mais do que as importações. O instituto destaca que esta desaceleração refletiu, nomeadamente, a redução das transações de produtos petrolíferos.

Curiosamente, em termos trimestrais, a procura externa líquida acabou por ter um efeito positivo no crescimento em cadeia, enquanto a procura interna apresentou um efeito negativo.


Revisão em baixa do terceiro trimestre

O INE revelou ainda que o crescimento do terceiro trimestre de 2025 foi revisto em baixa 0,1 pontos percentuais, devido à incorporação de nova informação primária, incluindo estatísticas do comércio internacional de bens.


Próximos dados detalhados

Os resultados completos das Contas Nacionais Trimestrais do 4.º trimestre de 2025 serão divulgados a 27 de fevereiro de 2026, permitindo uma análise mais detalhada sobre os setores que impulsionaram — ou limitaram — o crescimento da economia portuguesa.