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Crédito à habitação: prestação mensal poderá agravar-se até 7% até dezembro.
Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido, na última reunião, manter inalteradas as taxas de juro diretoras, os analistas consideram que este período de estabilidade poderá ser temporário. A evolução da conjuntura económica internacional, em particular o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e uma eventual subida sustentada dos preços do petróleo, poderá voltar a pressionar a inflação na Zona Euro. Caso esse cenário se confirme, aumentam as expectativas de que o BCE possa ser levado a retomar o ciclo de subida das taxas de juro, sendo admitida por alguns analistas a possibilidade de até duas novas atualizações antes do final do ano, com impacto direto no custo do crédito, nomeadamente nos empréstimos à habitação indexados à Euribor. -
Financiamento à habitação com garantia pública alcança valor recorde entre os jovens.
O crédito à habitação destinado à compra de casa por jovens continua a ganhar peso no mercado. No segundo trimestre do ano, mais de metade dos novos empréstimos para aquisição de habitação própria permanente foram concedidos a jovens ao abrigo da garantia pública do Estado, registando o valor mais elevado desde a entrada em vigor desta medida. A crescente adesão ao mecanismo de garantia pública tem permitido a muitos jovens aceder ao financiamento bancário com menores exigências de entrada inicial, facilitando a compra da primeira habitação. No entanto, o forte aumento da procura levou o Banco de Portugal a reforçar as regras aplicáveis à concessão de crédito, com o objetivo de promover uma maior prudência na avaliação da capacidade financeira dos mutuários e reduzir o risco de situações de sobre-endividamento. As novas orientações procuram assegurar que o acesso ao crédito continua a ser compatível com a capacidade de pagamento dos consumidores, preservando simultaneamente a estabilidade do sistema financeiro e a sustentabilidade dos empréstimos concedidos.